Cada vez mais ferramentas estão sendo utilizadas em soluções para Internet das Coisas e uma das mais comentadas é à computação de borda – ou edge computing em inglês. Segundo o Gartner, é uma tendência à adoção desse tipo de tecnologia, pois otimiza o fluxo do tráfego de dados de dispositivos iot e fornece análise de dados local em tempo real.

 

Mas o que é edge computing exatamente?

A Edge Computing é uma “rede mesh de micro data centers que processam ou armazenam dados críticos localmente e enviam todos os dados recebidos para um data center central ou repositório de armazenamento em nuvem, com menos de 100 pés quadrados”, segundo a empresa de pesquisa IDC.

Nas aplicações de IoT comuns, os dispositivos apenas armazenam e enviam dados – as vezes em um grande volume –  e todo o processamento é feito em plataformas e aplicações na nuvem. Com a tecnologia e edge computing, os dispositivos não só fazem o trabalho de coleta e armazenamento, como também à triagem destes dados para que alguns deles sejam processados localmente, reduzindo o tráfego de backhaul para o repositório central.

Geralmente os dispositivos IoT transmitem os dados para um outro dispositivo local que computa, armazena e faz à comunicação com à rede. Os dados são processados neste local e depois são enviados em sua totalidade ou parte deles para um data center ou aplicação em nuvem.

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Computação Edge vs. Fog

Outro termo que vem sendo utilizado nessas definições é à computação de nevoeiro – Fog Computing. Ela se refere às conexões de rede entre os dispositivos edge (que refere-se especificamente aos processos computacionais no dispositivo) e à nuvem. À “Fog” incluiria à computação de borda e à rede necessária para obter os dados processados ​​para seu destino final.

 

Por que utilizar edge computing em minha solução IoT?

O uso de edge-computing nem sempre são indicados, mas eles trazem inúmeros benefícios para o desenvolvimento de sua solução. O primeiro deles é quando os dispositivos IoT que você usa tem baixa conectividade, que impedem que eles estejam se comunicando com sua aplicação em nuvem constantemente. Além disso, sabemos que muitos locais que possuem soluções iot tem problemas de conectividade, o que facilita o envio de informações para  congestionamento de largura de banda ou dados roteados de forma ineficiente podem ser facilmente solucionados

Além disso à latência de informações é muito menor, pois os dados não precisam atravessar toda uma rede para serem processados e obter uma resposta, o que é crucial em soluções onde em que o tempo da informação é crítico.

 

E não tem riscos?

Como em toda tecnologia, há aspectos que beneficiam à adoção de uma solução como esta – e que já citamos. Mas ela tem seus riscos, principalmente com questões voltadas à segurança. Há quem afirme que é mais seguro processar na borda, pois quanto menos dados em nuvem, menor à chance de vulnerabilidade caso este ambiente seja atacado.

Por outro lado, se não for bem feita com dados criptografados, controle de acesso e controle de rede privada, é um ambiente altamente vulnerável.

Outra preocupação é o custo de implementação e de manutenção de um ambiente com edge computing, além da preocupação com escalabilidade do projeto à medida que novos endpoints de IoT forem instalados.

 

Mas o edge computing não vai substituir à nuvem

Segundo à maioria dos especialistas, o edge computing não é um substituto para à computação na nuvem, amplamente utilizada em soluções de Internet das coisas. Essas tecnologias tendem à co-existir. A nuvem continuará sendo onde as informações são descarregadas, onde são armazenadas por longos períodos de tempo e onde os algoritmos de aprendizado de máquina obtêm acesso aos vastos tesouros de dados de que precisam para se tornarem cada vez mais inteligentes.

“A Edge Computing faz parte de uma topologia de computação distribuída em que o processamento de informações está localizado próximo à borda, que é onde as coisas e as pessoas produzem ou consomem essas informações. Edge Computing aborda as leis da física, economia e terra, que são fatores que contribuem para como e quando usar borda. “Essa é outra tendência que não substitui a nuvem, mas a potencializa”, diz Ross Winser, Diretor de Pesquisa Sênior do Gartner. De acordo com a consultoria, o prazo crítico para as organizações adotarem essa tendência é entre 2020 e 2023.

 

Referências:
https://cio.com.br/voce-sabe-o-que-e-edge-computing-e-por-que-o-modelo-e-tao-importante/
https://www.convergenciadigital.com.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?UserActiveTemplate=site&infoid=50129&sid=97
https://www.convergenciadigital.com.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?UserActiveTemplate=site&infoid=50038&sid=97

 

No dia 21 de março foi aberto no Expo Barigui, o Smart City Expo Curitiba 2019. O evento contou com 85 palestrantes nacionais e internacionais, que trataram de temas como mobilidade, governança, planejamento urbano, tendências, desafios, entre outros. Autoridades, como prefeitos, governador e vice-governador, estavam presentes no evento e destacaram a importância dos gestores pensarem em cidades inteligentes e iniciativas de inovação urbana.

Quatro temáticas principais foram desenvolvidas no evento: tecnologia para cidades; governança em cidades digitais; cidades criativas, sustentáveis e humanas; e planejamento de cidades inovadoras e inclusivas. O evento foi organizado pela iCities, empresa curitibana especializada em soluções para smart cities em parceria com a Prefeitura de Curitiba e o Vale do Pinhão.

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Segundo o ranking Connected Smart Cities 2018, a capital paranaense conquistou o 1° lugar no Ranking Geral, 2º em Empreendedorismo e Urbanismo, 3º em Tecnologia e Inovação e 1º lugar em Governança. Não é a toa que Curitiba, próximo de seu aniversário (dia 29 de março) promove um evento tão importante e mostra o que tem de melhor no que se refere a cidades inteligentes. O prefeito Rafael Greca destacou programas e serviços importantes da cidade, como bibliotecas com espaço maker, laboratórios do Google para treinamento dos professores, aplicativos para o cidadão (Saúde Já, Fala Curitiba, 156, e outros), programa de capacitação para startups, FabLab público (em vias de inauguração), laboratórios de robótica em escolas municipais, etc. Greca ressaltou a importância da cidade se preocupar com questões que aproximem o cidadão, como ruas interativas com prédios e monumentos identificados com QR Codes, internet pública gratuita, hortas urbanas, entre outras, e fazer com que a cidade seja cada vez mais inteligente e conectada. 

O congresso contou com a presença de palestrantes importantes e autoridades envolvidas com tecnologias, estudos e movimentos sobre a cidades inteligentes e digitais. Prefeitos e representantes das cidades de Curitiba, Aparecida de Goiânia, Campina Grande, Palma, Salvador, Joinville, Guarulhos, São José dos Campos, Foz do Iguaçú, Jundiaí, Teresina, Juazeiro do Norte, Porto Alegre, Florianópolis e Campinas estiveram presentes. Os prefeitos comentaram sobre as iniciativas em suas respectivas cidades e relataram as experiências e dificuldades encontradas em cada uma delas.  A troca de experiências entre os prefeitos e empresários demonstraram um avanço destas prefeituras em desenvolver soluções e serviços que facilitem a vida do cidadão e que torne a vida destes mais agradável e produtiva.

Representantes de cidades estrangeiras também estiveram no evento, contribuindo com as experiências adquiridas em suas cidades. Houveram apresentações de representantes, professores e pesquisadores de cidades como Las Condes (Chile), Buenos Aires e Rosário (Argentina), San José (Costa Rica), Seattle, Washington DC, Albuquerque, Houston, San Francisco e Albany (Estados Unidos), Guayaquil e Quito (Equador), Medelin (Colombia), Toronto (Canadá) e Barcelona (Espanha).

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O Smart City Expo Curitiba 2019 contou ainda com a presença de diversas empresas como Copel, Sanepar, Huawei, Planet, Teletex, Renault, Mastercard, Grin, Banco do Brasil e outras. A Renault apresentou alguns de seus carros elétricos como o Zoe e o Twizy e presenciou a assinatura do projeto de lei proposto pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior para zerar a alíquota de IPVA de veículos elétricos. Segundo o governador, a ideia é diminuir cada vez mais o preço dos veículos elétricos e torná-los mais acessíveis à população. A COPEL (Companhia Paranaense de Energia) apresentou um projeto de smart grid em que tornou a cidade Ipiranga, no Paraná, como a primeira cidade do Brasil a ser 100% coberta por tecnologia de redes elétricas inteligentes. A SANEPAR (Companhia de Saneamento do Paraná) apresentou seus laboratórios de projetos pilotos e seu ecossistema de P&D e Inovação, além de iniciativas envolvendo a publicação de artigos e o compartilhamento de conhecimento. Em uma apresentação contagiante, a Hyperloop, uma empresa de tecnologia em transporte, apresentou seu projeto que promete trazer a velocidade do avião para solo, que reduzirá o tempo de viagem que antes eram horas em minutos.

Ana Clara Fonseca, diretora da Garimpo Soluções, frisou que a automação poupará apenas trabalhos inteligentes, criativos e sociais. Segundo a palestrante, é preciso aproveitar as diversidades existentes em cada cidade e atuar em problemas complexos, como, por exemplo, os resíduos sólidos. Além disso, é importante que o gestor público proporcione aos cidadãos experiências únicas. Cristina Alessi, da Agência de Desenvolvimento de Curitiba, apresentou o Vale do Pinhão, um movimento de Curitiba para promover ações de Cidades Inteligentes. Segundo Alessi, o Vale do Pinhão é uma articuladora de inovação que conecta várias áreas e atua em frentes como educação, reurbanização, fomento/fiscal, integração e tecnologia. O ecossistema de inovação proposto pelo Vale do Pinhão é composto por todos atores que objetivam o desenvolvimento de inovação, como por exemplo, universidades, aceleradoras, incubadoras, fundos de investimento, centros de pesquisa & desenvolvimento, startups, movimentos culturais e criativos, a sociedade, etc.

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Dos vários assuntos tratados no congresso se destacaram os que tratavam de políticas públicas para cidades inteligentes e inclusivas, inovações em mobilidade urbana, pagamento e tributação inteligente, smart communities, uso de blockchain para segurança em serviços e cidades focadas no cidadão. O termo “ecossistema em inovação” também esteve presente no congresso e refere-se ao relacionamento entre sistemas organizacionais, econômicos ambientais, de inovação colaboração e empreendedorismo para o desenvolvimento de produtos, serviços e tecnologias.

“O Smart City Expo Curitiba 2019 trouxe novas perspectivas e expôs desejos e desafios para as cidades que pretendem modernizar-se. É reconfortante saber que as cidades estão evoluindo e sendo mais focadas no cidadão. Foi um evento revitalizante que mostrou a todos os presentes um belo e promissor futuro para as cidades. Um futuro que está cada vez mais próximo, visível e palpável”.


 

avatarAutor:
Ricardo Antunes Barbosa
Mestre em Tecnologia é membro da equipe do Projeto SmartCampus Unicamp. Tem experiência na área de análise e desenvolvimento de sistemas para a web e modelagem de banco de dados relacionais com ênfase em sistemas acadêmicos e administrativos. Suas áreas de interesse são: tópicos em engenharia de softwares, metodologia ágeis, banco de dados, mineração de dados e texto, inteligência artificial, IoT e Robótica.”

A Internet das Coisas já é parte de uma infinidade de empresas pelo mundo. O interesse da indústria nessa área vem crescendo ao longo dos anos e soluções que estavam em fase de desenvolvimento já estão sendo implementadas e trazendo resultados.
Isso porque eles se tornam ferramentas para aumentar a facilidade de processos para empresas e usuários e para que os negócios evoluam, gerando novas oportunidades de inovação e crescimento. Confira as principais tendências para a IoT neste ano, apontadas pelo Gartner, que devem ser consideradas para que melhores resultados sejam alcançados.

 

Ética em IoT
A medida que IoT amadurece e se torna amplamente adotada, ter conhecimento sobre as questões sociais, legais e éticas é fundamental para o crescimento saudável da empresa. Esses pontos incluem a propriedade dos dados e as deduções feitas a partir deles, incluindo tendência algorítmica, privacidade e conformidade com novas leis como o Regulamento Geral de Proteção de Dados (General Data Protection Regulation, GDPR – em inglês).

Espaços inteligentes
Um espaço inteligente é um ambiente físico ou digital no qual os seres humanos e os sistemas habilitados pela tecnologia interagem em ecossistemas cada vez mais abertos, conectados, coordenados e inteligentes. À medida que a tecnologia se torna uma parte mais integrada da vida diária, os espaços inteligentes serão mais presentes na rotina das pessoas, reforçadas por tecnologia orientada por IA, edge computing, blockchain e gêmeos digitais.
Essencialmente, os espaços inteligentes estão se desenvolvendo à medida que as tecnologias individuais emergem dos silos para trabalhar em conjunto para criar um ambiente colaborativo e de interação. Já é possível ver implementações de cidades inteligentes, que são o maior exemplo da aplicação disso – inclusive por aqui temos exemplos.

Market de dados
As pesquisas do Gartner sobre projetos de IoT mostra que 35% dos entrevistados estavam vendendo ou planejando vender dados coletados por seus produtos e serviços no ano passado. Dessa forma, as informações podem ser um ativo importante na receita das empresas. Até 2023, a compra e venda de dados de IoT se tornarão parte essencial de muitos sistemas inteligentes e conectados e as empresas já devem começar a pensar em estratégias para definir suas políticas de TI em relação a isso.

Novas tecnologias de rede sem fio específicas para IoT
Atualmente nenhuma tecnologia de rede otimiza os requisitos de rede para IOT, que incluem custo de ponto final, consumo de energia, largura de banda, latência, densidade de conexão, custo operacional, qualidade de serviço e faixa de frequência da conexão. Mas já estão surgindo novas opções, de diversas operadoras que estão se adequando para oferecer esse tipo de serviço a quem necessitar.

Inteligência artificial para dar valor aos dados
Já é visível que a Internet das coisas consegue gerar uma quantidade de dados enorme e a inteligência artificial vem junto com ela para  que esses dados sejam compreendidos de forma eficiente e tragam real valor para o negócio.

Edge computing para superar os limites da nuvem
As soluções em nuvem trazem muitos benefícios, mas ela ainda enfrenta muitas barreiras:  a conectividade rápida e constante, principalmente em áreas remotas, é um grande desafio; a latência entre envio de dados, processamento e resposta nem sempre é compatível com certos aplicativos; existem ainda legislações que protegem o envio de certos dados, o que dificulta o processamento em nuvem; e os custos de armazenamento são altos mesmo para dados que não são necessariamente indispensáveis.
As soluções  levam parte do armazenamento e processamento para dentro dos dispositivos, que são chamadas de edge computing,  são cada vez mais comuns e tendem a ser ampliadas, contemplando uma grande variedade de dispositivos e serviços conectados. Dessa forma os sistemas IoT serão mais flexíveis, inteligentes e escalável.

Gêmeos digitais
A criação de um gêmeo digital é feita quando os dados coletados pelos sensores podem fornecer uma representação virtual realista de produtos e sistemas e será cada vez mais aplicada a processos produtivos inteiros. Dessa forma, é possível não só monitorar plantas inteiras, mas também prever o que acontecerá quando um novo modelo está em produção ou algumas variáveis ​​mudam. Isso resultará em maior eficiência, menor tempo de lançamento no mercado e menos falhas e problemas de não conformidade.

 

Fontes:
https://www.gartner.com/smarterwithgartner/gartner-top-10-strategic-technology-trends-for-2019/
https://www.networkworld.com/article/3322517/internet-of-things/a-critical-look-at-gartners-top-10-iot-trends.html
https://www.iotforall.com/6-key-iot-trends-and-predictions-for-2019/
https://canaltech.com.br/internet-das-coisas/10-principais-tendencias-em-internet-das-coisas-ate-2023-127287/
http://www.ituniverse.com.br/noticias/10-tendencias-tecnologicas-estrategicas-para-2019/

Coisas conectadas, integradas e que possibilitam a criação de projetos inovadores para gerar benefícios a longo prazo para as pessoas já é realidade e tem um nome: Internet das coisas. Cada vez mais, ela está presente nas indústrias, na saúde, nas cidades e até na casa das pessoas, gerando benefícios reais em áreas como economia, segurança, automação de tarefas e tomada de decisão.

O que está acontecendo neste momento é que estamos em um universo onde o smartphone é o centro do ecossistema. Mas, em 2020, o ecossistema será de unidades conectadas uma a outra, criando uma transformação digital que vai permitir ver e realizar ações de forma inteligente. Em resumo, IoT é inteligência distribuída, interagindo e presente em todo lugar.

O Brasil não ficou pra trás e tem feito muitas ações para estar entre os países que serão referência no segmento IoT.

Talvez a iniciativa mais importante tenha partido do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), que divulgou recentemente um estudo com as diretrizes fundamentais para o Plano Nacional de IOT. Ele prevê uma série de regulamentações, políticas públicas e o posicionamento do Brasil neste cenário, priorizando as áreas com maior potencial de crescimento no país. O estudo foi estruturado em três fases:

  • Levantamento do mercado de Internet das Coisas no mundo;
  • Definição dos setores prioritários da economia brasileira para receber investimentos necessários para o desenvolvimento de IoT;
  • Formulação de ações voltadas para acelerar a implantação do mercado de IoT no país.

O potencial impacto socioeconômico da Internet das Coisas na produtividade da economia brasileira e no aperfeiçoamento de serviços públicos foi estimado pela consultoria McKinsey em até US$ 200 bilhões – o equivalente a aproximadamente 10% do PIB de 2016 –, considerando a utilização em diversos segmentos da economia descritos no plano até 2025.

Neste contexto, a limitação de recursos é uma preocupação do plano, que propõe ampla cooperação entre empresas, universidades e agências financiadoras. Criando um ecossistema forte, para que o país possa ser de fato competitivo perante outros países.

Porém um dos obstáculos para o crescimento de IoT no Brasil ainda é a conectividade. O país ainda tem deficiências na estrutura, que ainda não atinge todo o país, principalmente em zonas agrícolas e para a população mais pobre. Porém, as empresas de telecom já estão se preparando para este cenário.

Sermos mais ativos no consumo e apropriação das novas tecnologias torna nosso uso mais consciente, ajuda a criar um mercado mais colaborativo e faz da Internet das Coisas mais viável e acessível. É preciso cultivar a ideia de que a tecnologia deve ser uma aliada do indivíduo, e não a protagonista de sua vida. E para pensar uma Internet, não de coisas, mas de pessoas conscientes e empoderadas, precisamos criar juntos.

A Forbes divulgou na semana passada uma matéria baseada no estudo do Forrester Research que prevê quais elementos IoT ganharão escala para os negócios durante o ano de 2018.  Segundo os especialistas, a Internet das Coisas terá grande impacto no valor que as empresas oferecem para seus clientes. Além disso, as plataformas serão uma vantagem na infraestrutura das soluções e a segurança ainda é uma preocupação fundamental.

Entre os principais pontos destacados no relatório é a adoção de Plataformas de IoT pelas empresas no desenvolvimento de suas soluções. Elas começarão a se especializar em cenários de aplicação e operar neles, atendendo as necessidades específicas do seu público, criando produtos ou implementando processos conectados. Em outras palavras, os desenvolvedores irão optar cada vez mais por plataformas IoT construídas com seus casos de uso em mente e que integrem seu diversificado conjunto de recursos, para que eles possam se concentrar na execução do negócio, não gerenciando manualmente os” bits “do IoT.

Além disso, a integração dos dados IoT irá acontecer na nuvem e na ponta da solução simultaneamente e as plataformas devem estar preparadas para oferecer serviços além do núcleo da rede. Isso porque o desenvolvimento em nuvem traz para os desenvolvedores baixos custos de adoção, implantações rápidas, alcance global, fácil integração com outros sistemas e baixa manutenção. Ao mesmo tempo, os sistemas IOT precisa reduzir custos de ingestão de dados e latência de rede, jogando alguns processos para a ponta da solução. Assim os dispositivos podem atuar diretamente com base nos dados gerados, enquanto os processos de nuvem tratam de questões como segurança, escalabilidade, configuração, implementação e gerenciamento. Ou seja, ao optar por plataforma IoT, os tomadores de decisão de TI vão querer ter a certeza de que um provedor em potencial tenha uma estratégia sólida para a computação de ponta.

Há também que se levar em consideração a integração entre todas as cadeias da solução. Os desenvolvedores buscarão cada vez mais a integração de dispositivos através de serviços de plataformas open source, a fim de vincular todos os IoT ‘bits’ juntos.  Isso porque os desenvolvedores  buscam como requisitos baixos custos de adoção, implantação rápida para prototipagem, alcance global, fácil integração com sistemas de registro e um esforço de manutenção mínimo.

Ainda segundo o estudo, a economia de dados deve crescer, com as novas diretrizes adotadas na Europa. Nos Eua já é uma prática adotada por tomadores de decisão e analistas de dados. A União europeia irá tomar medidas para regulamentar a comercialização de dados obtidas pelas tecnologias iot.

Ao mesmo tempo as preocupações com segurança continuam, com um número crescente de ciberataques sendo previstos. Por isso é essencial investir em uma Plataforma segura para a comunicação de seus dados.

Além disso, IoT chega mais perto do consumidor final. Produtos nas varejistas para melhorar a comunicação entre as partes e melhorar a experiência do cliente, como o Amazon Alexa, devem ser implementados nas redes. Além disso, produtos e wearables continuam em alta e devem adotar cada vez mais comandos de voz para a interação com o usuário, em virtude da evolução da complexidade, amplitude e qualidade desses serviços.

Mas a visão é que os benefícios que a adoção de uma Plataforma IOT supere os desafios tecnológicos existentes em relação a essa questão. Todos parecem concordar que a IoT é uma coisa boa, e ninguém parece estar interessado em desacelerar ou fazer o tipo de investimentos maciços que é susceptível de levar para proporcionar segurança real à indústria.

Para saber mais sobre os benefícios de utilizar uma Plataforma IoT, acesse www.konkerlabs.com

No mês de outubro foi apresentado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) e o BNDES, as diretrizes do Plano Nacional de Internet das Coisas, que será concluído até o fim deste ano. Ele detalha as políticas, o plano de ação e as estratégias de implantação das tecnologias que vão conectar dispositivos e equipamentos.

O estudo, que foi produzido por um consórcio formado pela consultoria McKinsey Global Institute, o escritório Pereira Neto Macedo Advogados e o CPqD, reúne mais de 70 iniciativas para direcionar as políticas públicas e ações para Internet das Coisas entre 2018 e 2022 no Brasil.

Neste estudo, foram definidas as áreas que terão o maior foco de investimentos públicos nos próximos anos. São elas:

Agronegócio: Na área rural, destaque para as que aumentam a produtividade e a qualidade da produção rural brasileira com o uso de dados, que, por exemplo, ajudam a monitorar com precisão os ativos biológicos.

Cidades Inteligentes: adoção de soluções de Internet das Coisas em setores como transporte, segurança, aperfeiçoamento dos serviços públicos e gestão dos recursos naturais pode contribuir significativamente para promover a melhora da qualidade de vida da população.

Saúde: Iniciativas que reduzem filas de atendimento, custos de operação e infecção hospitalar, entre outros indicadores.

Indústria: Na área de indústria, a implementação de IoT nas pequenas e médias empresas permite aumentar a produtividade da manufatura local por meio de processos fabris mais eficientes e flexíveis, de integração das cadeias produtivas, e do desenho de produtos e modelos de negócios de maior valor agregado.

Entre as iniciativas, está a mobilização para aprovação, até maio do ano que vem, de projetos de lei necessários para induzir o desenvolvimento dessa tecnologia no Brasil. E ainda este ano, de reserva de parte do orçamento federal para políticas públicas.

Entre os PLs está a definição de um marco para a privacidade, segurança, proteção e uso de dados pessoais, além do novo modelo de telecomunicações. No que tange o financiamento público, além dos empréstimos do BNDES, há previsão de uso de dinheiro próprio do MCTIC, do Ministério da Saúde, além de estados e municípios.

Você está desenvolvendo um projeto IoT e encontrou duas ferramentas incríveis que ajudarão no desenvolvimento da sua solução – e assim não precisará reinventar a roda. Uma é de código aberto e a outra de código fechado. Qual será a melhor escolha?

Vamos supor que a ferramenta de código aberto está sob uma licença comercialmente amigável como MIT ou Apache2. Isto é, você pode usar e alterar o código livremente sem preocupações legais.

Depois de duas semanas analisando profundamente as duas alternativas, você descobre que elas são realmente fáceis de se usar. Então pode refletir sobre os seguintes pontos:

   –    As duas soluções são quase perfeitas, entretanto, nas duas existem algumas funcionalidades que você gostaria de alterar. Na solução de código aberto é bem mais fácil a customização. Na solução de código fechado você pode entrar em contato com o responsável pelo código e aguardar o desenvolvimento.

   –    E se os desenvolvedores deixarem de prestar suporte? Na alternativa de código aberto, sem grandes problemas. Você tem independência. Tem acesso ao código, então pode fazer alterações e continuar usando a ferramenta, ou seja, longa vida para sua solução. Na opção de código fechado, você fica sem muitas alternativas.

Agora, mesmo que você opte por usar a solução como serviço (SaaS), ter o código aberto irá te dar mais segurança e confiança, já que o código pode ser avaliado e auditado. Não só por sua equipe técnica, mas por milhares de pessoas que acompanham os commit (alterações nos códigos) que estão sendo feitas. Essa dupla checagem no código é uma metodologia que aumenta a qualidade do código entregue. Já em uma ferramenta de código fechado, você precisa confiar muito e quase que exclusivamente no seu fornecedor. Recentemente o ransomware WannaCry, que infectou centenas de milhares de computadores ao redor do mundo, explorava uma falha de segurança de um trecho de código no qual poucas pessoas tinham acesso. E quando a falha foi descoberta, ela não foi reportada para correção. [1]

No contexto de IoT, onde milhares de soluções serão criadas nos próximos anos com diferentes tipos de dispositivos conversando entre si, acreditamos que padrões de mercado são importantes. Quanto mais padronizada a comunicação entre todas as pontas, mais saudável será o ecossistema. Nesse sentido, o código aberto acelera essa padronização, já que toda a comunidade pode olhar os métodos de conexão da solução desenvolvida, enquanto soluções de código proprietários tornam mais difíceis a compreensão dos detalhes de conexão da ferramenta e a análise de problemas de conectividade.

Por fim, não olhe para o código aberto apenas como uma solução de menor custo para você. Confiança, liberdade e qualidade também são aspectos muito importantes para você levar em consideração na sua escolha final de sua ferramenta.

Autor: Carlos Kobayashi

[1] https://blogs.microsoft.com/on-the-issues/2017/05/14/need-urgent-collective-action-keep-people-safe-online-lessons-last-weeks-cyberattack/

O Internet of Things World 2017, foi realizado no Centro de Convenções de Santa Clara, no coração do Vale do Silício, entre os dias 14 e 17 de maio. O evento reuniu centenas de empresas e líderes no espaço IoT. Com um novo visual para 2017, foram 3 dias de aprendizado, descoberta, festas e redes, é claro. Também estavam no evento mais de 150 startups e 250 expositores. E claro, destacamos aqui em nosso blog os 8 principais pontos chaves discutidos no evento.Continue reading “Internet of Things World 2017”

Um artigo publicado recentemente na IoT News destacou as principais vantagens para pequenas e médias empresas com o uso de dispositivos conectados. E eles não são poucos. Por exemplo, a massificação de smartphones e smartwatches. Esses dispositivos geram e armazenam dados de várias especialidades e podem influenciar até mesmo as operações de negócios, e está disponível para todos os empreendedores.

Soluções de software baseadas em nuvem podem ajudar em muito proprietários de pequenas empresas, como por exemplo, reduzindo significativamente custos de infraestrutura, melhorando o fluxo de trabalho e fornecendo um método mais seguro para gerenciar dados através de dispositivos móveis. Outra sugestão é não ter medo de usar automação e inteligência artificial, ferramentas que podem economizar tempo valioso antes utilizado em pequenas tarefas. O serviço ao cliente, por exemplo, é uma área que pode ser altamente melhorada, usando chatbots. Nesse cenário, o cliente pode ser respondido mais rapidamente e os logs de conversas permanecem armazenados e podem ser usados ​​como referência para o negócio no futuro.

No entanto, é essencial que a solução de IoT funcione integrada com as tecnologias já utilizadas no seu dia-a-dia. Uma solução integrada oferece aos proprietários de pequenas e médias empresas uma visão muito mais abrangente e inteligente do negócio, além de melhorar a comunicação com funcionários, clientes e fornecedores.

 

Sobre a Plataforma Konker: A Plataforma Konker permite criar soluções para os mais diversos segmentos como varejo, indústria, logística e agricultura. Além de oferecer gestão de dados em tempo real, ela suporta todas as tecnologias de conectividade e permite o gerenciamento de múltiplos dispositivos.

Fale com a gente para saber como podemos impulsionar o seu negócio.

 

Não é nenhuma novidade que as novas tecnologias de aprendizagem de máquinas e com poder para analisar grandes quantidades de dados, criaram oportunidades únicas na indústria de comércio eletrônico. Graças aos aprimoramentos orientados a dados para anúncios, upselling e cross-selling, os compradores on-line são capazes de obter “o que eles querem, quando eles querem”.

Essa transformação teve um impacto direto na eficiência do negócio, gerando mais vendas e melhorando a satisfação do cliente. Mas também ampliou a lacuna entre negócios físicos e on-line.

No entanto, o uso da Internet das Coisas (IoT) pode ajudar a diminuir esta lacuna e a superar outros desafios. Graças aplicativos móveis, microprocessadores e à conectividade onipresente na Internet, os dispositivos inteligentes podem ser implantados em todos os lugares e em tudo, desde sistemas de ponto de venda, controle de estoque, distribuição e até vestuários. Novas tecnologias permitem que os varejistas coletem e analisem dados, para que possam interagir com cada cliente de uma maneira original e personalizada, como nunca antes foi feito. Apesar do mercado atualmente apresentar muitas ofertas de produtos e serviços com este fim, poucas estão sendo aplicadas realmente na prática.

Neste artigo, eu quero abordar somente alguns benefícios da Internet das Coisas para eficiência na operação do varejo.

1. Gerenciamento da cadeia de suprimentos e inventário

Problemas de gerenciamento de estoque representam algumas das maiores despesas e perdas nas lojas de varejo. De acordo com um relatório da McKinsey, distorções de estoque (overstock, stockouts e shrinkage) geram um custo anual de US$ 1,1 trilhões para os varejistas em todo o mundo. Só nos EUA, o shrinkage gera anualmente um prejuízo de US$ 42 bilhões, o que equivale a 1,5% das vendas totais no varejo.

Com tecnologias IoT, os varejistas podem não apenas melhorar o controle de estoque dentro da loja, mas também expandi-lo para a cadeia de suprimentos. O rastreamento de mercadorias já não começa na doca de recepção mas no ponto de fabricação.

2. Melhoria na cadeia de suprimentos

Com etiquetas RFID por exemplo, colocadas nos produtos e com os dados integrados aos de sensores nos veículos de transporte, é possível rastrear os produtos comprados e suas condições em toda a cadeia de suprimentos. As informações coletadas dos dispositivos podem ser analisadas e as notificações e alertas baseadas em regras podem ser enviados para aplicativos móveis por exemplo, informando aos funcionários ou membros da equipe, que uma ação deve ser tomada.

O aperfeiçoamento neste controle permite que os fornecedores reduzam danos ao produto durante todo o trajeto aos pontos de venda, distribuição ou entrega. Isso é especialmente útil no transporte de estoque perecível e sensível à temperatura, por exemplo.

3. Melhorando o acompanhamento de inventário na loja

Outro grande problema enfrentado no varejo é a dificuldade de realizar um rastreamento de inventário preciso. Com isso, as prateleiras das lojas não são repostas a tempo; Itens são trocados de prateleiras; Clientes e funcionários não são capazes de localizar itens que estão procurando. Os resultados são maiores custos de inventário, perda de produtividade dos funcionários, prateleiras potencialmente vazias e oportunidades de vendas perdidas.

Tecnologias IoT podem ajudar a enfrentar esses problemas, dando mais visibilidade para a localização de itens de estoque e melhorando os controles. Ao implantar um sistema de gerenciamento de inventário baseado em chips RFID, sensores e beacons, por exemplo, os recursos físicos podem ser sincronizados diretamente com os seus sistemas backoffice. Tecnologias adicionais, como sensores de prateleira de lojas, etiquetas de preço digital, monitores inteligentes e câmeras de alta resolução, combinadas com recursos de análise de imagem, podem ajudar a melhorar o controle dos varejistas em bens localizados nas prateleiras e no back storage.

4. Reduzindo o shrinkage e fraude

Shrinkage e fraude são outros desafios sempre presentes no varejo, seja por parte de clientes ou funcionários. IoT pode ajudar a conter o roubo de itens, adicionando uma camada de visibilidade e rastreabilidade para itens de inventário. Seja com RFIDs e feeds de câmeras combinados o aprendizado de máquinas podem apresentar visão mais clara do que acontece na loja, e detectar movimentos suspeitos, por exemplo.

5. Otimização na distribuição e reposição dos produtos na loja

Descobrir como os clientes “navegam” pelos corredores, prateleiras e ilhas da loja é uma informação valiosa. Antes das tecnologias IoT, isso era feito através da observação humana, suposições, experimentação aleatória e correlação manual de vendas.

Atualmente, através de dados coletados de chips, sensores de detecção de movimento, beacons ou análises de vídeo por exemplo, é possível coletar dados mais precisos dos padrões de movimento do cliente e identificar áreas de tráfego “premium”. As alterações nos layouts de lojas podem ser correlacionadas automaticamente com as mudanças de comportamento do cliente e os números de vendas, a fim de realizar testes A / B mais precisos, o que só era possível no varejo online.

6. Otimização dos funcionários na loja

Ser assertivo na identificação das necessidades de cada cliente no tempo certo, é um fator importante no fechamento de vendas. Isso pode melhorar as taxas de conversão. O problema é que em muitos casos, além da falta de funcionários para dar assistência para tantos clientes ao mesmo tempo, a presença de um vendedor pode ser mal interpretada e considerada ofensiva pelos clientes.
IoT pode ajudar a lidar com este problema. Sensores de detecção de movimento, câmeras e algoritmos de reconhecimento de expressão facial podem ajudar a identificar clientes que estiveram de pé muito tempo em um local e estão manifestando algum tipo de dúvida. O ecossistema IoT pode então notificar um funcionário de vendas que esteja mais próximo por meio de um aplicativo ou smartwatch, por exemplo.

Estes são apenas alguns exemplos da adoção de soluções IoT para maximizar a eficiência operacional no varejo. Iremos detalhar aqui no blog, exemplos de soluções para cada um dos problemas abordados neste artigo.

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