Cada vez mais ferramentas estão sendo utilizadas em soluções para Internet das Coisas e uma das mais comentadas é à computação de borda – ou edge computing em inglês. Segundo o Gartner, é uma tendência à adoção desse tipo de tecnologia, pois otimiza o fluxo do tráfego de dados de dispositivos iot e fornece análise de dados local em tempo real.

 

Mas o que é edge computing exatamente?

A Edge Computing é uma “rede mesh de micro data centers que processam ou armazenam dados críticos localmente e enviam todos os dados recebidos para um data center central ou repositório de armazenamento em nuvem, com menos de 100 pés quadrados”, segundo a empresa de pesquisa IDC.

Nas aplicações de IoT comuns, os dispositivos apenas armazenam e enviam dados – as vezes em um grande volume –  e todo o processamento é feito em plataformas e aplicações na nuvem. Com a tecnologia e edge computing, os dispositivos não só fazem o trabalho de coleta e armazenamento, como também à triagem destes dados para que alguns deles sejam processados localmente, reduzindo o tráfego de backhaul para o repositório central.

Geralmente os dispositivos IoT transmitem os dados para um outro dispositivo local que computa, armazena e faz à comunicação com à rede. Os dados são processados neste local e depois são enviados em sua totalidade ou parte deles para um data center ou aplicação em nuvem.

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Computação Edge vs. Fog

Outro termo que vem sendo utilizado nessas definições é à computação de nevoeiro – Fog Computing. Ela se refere às conexões de rede entre os dispositivos edge (que refere-se especificamente aos processos computacionais no dispositivo) e à nuvem. À “Fog” incluiria à computação de borda e à rede necessária para obter os dados processados ​​para seu destino final.

 

Por que utilizar edge computing em minha solução IoT?

O uso de edge-computing nem sempre são indicados, mas eles trazem inúmeros benefícios para o desenvolvimento de sua solução. O primeiro deles é quando os dispositivos IoT que você usa tem baixa conectividade, que impedem que eles estejam se comunicando com sua aplicação em nuvem constantemente. Além disso, sabemos que muitos locais que possuem soluções iot tem problemas de conectividade, o que facilita o envio de informações para  congestionamento de largura de banda ou dados roteados de forma ineficiente podem ser facilmente solucionados

Além disso à latência de informações é muito menor, pois os dados não precisam atravessar toda uma rede para serem processados e obter uma resposta, o que é crucial em soluções onde em que o tempo da informação é crítico.

 

E não tem riscos?

Como em toda tecnologia, há aspectos que beneficiam à adoção de uma solução como esta – e que já citamos. Mas ela tem seus riscos, principalmente com questões voltadas à segurança. Há quem afirme que é mais seguro processar na borda, pois quanto menos dados em nuvem, menor à chance de vulnerabilidade caso este ambiente seja atacado.

Por outro lado, se não for bem feita com dados criptografados, controle de acesso e controle de rede privada, é um ambiente altamente vulnerável.

Outra preocupação é o custo de implementação e de manutenção de um ambiente com edge computing, além da preocupação com escalabilidade do projeto à medida que novos endpoints de IoT forem instalados.

 

Mas o edge computing não vai substituir à nuvem

Segundo à maioria dos especialistas, o edge computing não é um substituto para à computação na nuvem, amplamente utilizada em soluções de Internet das coisas. Essas tecnologias tendem à co-existir. A nuvem continuará sendo onde as informações são descarregadas, onde são armazenadas por longos períodos de tempo e onde os algoritmos de aprendizado de máquina obtêm acesso aos vastos tesouros de dados de que precisam para se tornarem cada vez mais inteligentes.

“A Edge Computing faz parte de uma topologia de computação distribuída em que o processamento de informações está localizado próximo à borda, que é onde as coisas e as pessoas produzem ou consomem essas informações. Edge Computing aborda as leis da física, economia e terra, que são fatores que contribuem para como e quando usar borda. “Essa é outra tendência que não substitui a nuvem, mas a potencializa”, diz Ross Winser, Diretor de Pesquisa Sênior do Gartner. De acordo com a consultoria, o prazo crítico para as organizações adotarem essa tendência é entre 2020 e 2023.

 

Referências:
https://cio.com.br/voce-sabe-o-que-e-edge-computing-e-por-que-o-modelo-e-tao-importante/
https://www.convergenciadigital.com.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?UserActiveTemplate=site&infoid=50129&sid=97
https://www.convergenciadigital.com.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?UserActiveTemplate=site&infoid=50038&sid=97

 

Entre os dias 06 e 10 de maio aconteceu o SBRC – Simpósio Brasileiro de Redes de Computadores e Sistemas Distribuídos –  em Gramado-RS, o Luis Fernando Gomez Gonzalez representou a Konker no evento, apresentando nossas iniciativas em Internet das Coisas e a Plataforma Konker.

No primeiro dia do evento ocorreram as reuniões de trabalho de grupos especializados em Computação Urbana, Clouds e Aplicações, Blockchain, Testes e Tolerância a Falhas, entre outros. Nesse dia apresentamos um seminário sobre IoT no Workshop de Computação Urbana (Courb), onde contamos como começou a implementação, junto à Unicamp, de um grande projeto de Smart Cities dentro do Campus. Esse projeto hoje possui iniciativas que abordam desde monitoramento de estacionamentos, até circular de ônibus e descarte de resíduos.

Outras apresentações no evento destacaram novas metodologias para resolver problemas de computação urbana, redes sem fios, redes de sensores, segurança em redes, redes veiculares, cidades inteligentes e IoT. Diversos métodos e mesmo novas aplicações foram apresentadas se utilizando de tecnologias baseadas em Blockchain, Tangle e Machine Learning.

Em outros dois dias de evento estivemos presentes no Salão de Ferramentas, apresentando a Plataforma Konker. Os participantes puderam entender como funciona a arquitetura, que envolve diversas ferramentas open source e ver em tempo real como ela funciona por meio de algumas demonstrações utilizando sensores e atuadores baseados em microcontroladores simples. Também destacamos os projetos acadêmicos que já desenvolvemos em parceria com as universidades como Unicamp, PUC Campinas e UFABC, além de outros projetos que temos desenvolvido nas linhas de Smart Cities, Smart Office e Logística.

Como resultado das apresentações da Plataforma Konker, recebemos o prêmio de Melhor Ferramenta do Salão de Ferramenta do SBRC 2019, após o julgamento de 18 excelentes ferramentas apresentadas durante o Simpósio.

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No dia 21 de março foi aberto no Expo Barigui, o Smart City Expo Curitiba 2019. O evento contou com 85 palestrantes nacionais e internacionais, que trataram de temas como mobilidade, governança, planejamento urbano, tendências, desafios, entre outros. Autoridades, como prefeitos, governador e vice-governador, estavam presentes no evento e destacaram a importância dos gestores pensarem em cidades inteligentes e iniciativas de inovação urbana.

Quatro temáticas principais foram desenvolvidas no evento: tecnologia para cidades; governança em cidades digitais; cidades criativas, sustentáveis e humanas; e planejamento de cidades inovadoras e inclusivas. O evento foi organizado pela iCities, empresa curitibana especializada em soluções para smart cities em parceria com a Prefeitura de Curitiba e o Vale do Pinhão.

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Segundo o ranking Connected Smart Cities 2018, a capital paranaense conquistou o 1° lugar no Ranking Geral, 2º em Empreendedorismo e Urbanismo, 3º em Tecnologia e Inovação e 1º lugar em Governança. Não é a toa que Curitiba, próximo de seu aniversário (dia 29 de março) promove um evento tão importante e mostra o que tem de melhor no que se refere a cidades inteligentes. O prefeito Rafael Greca destacou programas e serviços importantes da cidade, como bibliotecas com espaço maker, laboratórios do Google para treinamento dos professores, aplicativos para o cidadão (Saúde Já, Fala Curitiba, 156, e outros), programa de capacitação para startups, FabLab público (em vias de inauguração), laboratórios de robótica em escolas municipais, etc. Greca ressaltou a importância da cidade se preocupar com questões que aproximem o cidadão, como ruas interativas com prédios e monumentos identificados com QR Codes, internet pública gratuita, hortas urbanas, entre outras, e fazer com que a cidade seja cada vez mais inteligente e conectada. 

O congresso contou com a presença de palestrantes importantes e autoridades envolvidas com tecnologias, estudos e movimentos sobre a cidades inteligentes e digitais. Prefeitos e representantes das cidades de Curitiba, Aparecida de Goiânia, Campina Grande, Palma, Salvador, Joinville, Guarulhos, São José dos Campos, Foz do Iguaçú, Jundiaí, Teresina, Juazeiro do Norte, Porto Alegre, Florianópolis e Campinas estiveram presentes. Os prefeitos comentaram sobre as iniciativas em suas respectivas cidades e relataram as experiências e dificuldades encontradas em cada uma delas.  A troca de experiências entre os prefeitos e empresários demonstraram um avanço destas prefeituras em desenvolver soluções e serviços que facilitem a vida do cidadão e que torne a vida destes mais agradável e produtiva.

Representantes de cidades estrangeiras também estiveram no evento, contribuindo com as experiências adquiridas em suas cidades. Houveram apresentações de representantes, professores e pesquisadores de cidades como Las Condes (Chile), Buenos Aires e Rosário (Argentina), San José (Costa Rica), Seattle, Washington DC, Albuquerque, Houston, San Francisco e Albany (Estados Unidos), Guayaquil e Quito (Equador), Medelin (Colombia), Toronto (Canadá) e Barcelona (Espanha).

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O Smart City Expo Curitiba 2019 contou ainda com a presença de diversas empresas como Copel, Sanepar, Huawei, Planet, Teletex, Renault, Mastercard, Grin, Banco do Brasil e outras. A Renault apresentou alguns de seus carros elétricos como o Zoe e o Twizy e presenciou a assinatura do projeto de lei proposto pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior para zerar a alíquota de IPVA de veículos elétricos. Segundo o governador, a ideia é diminuir cada vez mais o preço dos veículos elétricos e torná-los mais acessíveis à população. A COPEL (Companhia Paranaense de Energia) apresentou um projeto de smart grid em que tornou a cidade Ipiranga, no Paraná, como a primeira cidade do Brasil a ser 100% coberta por tecnologia de redes elétricas inteligentes. A SANEPAR (Companhia de Saneamento do Paraná) apresentou seus laboratórios de projetos pilotos e seu ecossistema de P&D e Inovação, além de iniciativas envolvendo a publicação de artigos e o compartilhamento de conhecimento. Em uma apresentação contagiante, a Hyperloop, uma empresa de tecnologia em transporte, apresentou seu projeto que promete trazer a velocidade do avião para solo, que reduzirá o tempo de viagem que antes eram horas em minutos.

Ana Clara Fonseca, diretora da Garimpo Soluções, frisou que a automação poupará apenas trabalhos inteligentes, criativos e sociais. Segundo a palestrante, é preciso aproveitar as diversidades existentes em cada cidade e atuar em problemas complexos, como, por exemplo, os resíduos sólidos. Além disso, é importante que o gestor público proporcione aos cidadãos experiências únicas. Cristina Alessi, da Agência de Desenvolvimento de Curitiba, apresentou o Vale do Pinhão, um movimento de Curitiba para promover ações de Cidades Inteligentes. Segundo Alessi, o Vale do Pinhão é uma articuladora de inovação que conecta várias áreas e atua em frentes como educação, reurbanização, fomento/fiscal, integração e tecnologia. O ecossistema de inovação proposto pelo Vale do Pinhão é composto por todos atores que objetivam o desenvolvimento de inovação, como por exemplo, universidades, aceleradoras, incubadoras, fundos de investimento, centros de pesquisa & desenvolvimento, startups, movimentos culturais e criativos, a sociedade, etc.

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Dos vários assuntos tratados no congresso se destacaram os que tratavam de políticas públicas para cidades inteligentes e inclusivas, inovações em mobilidade urbana, pagamento e tributação inteligente, smart communities, uso de blockchain para segurança em serviços e cidades focadas no cidadão. O termo “ecossistema em inovação” também esteve presente no congresso e refere-se ao relacionamento entre sistemas organizacionais, econômicos ambientais, de inovação colaboração e empreendedorismo para o desenvolvimento de produtos, serviços e tecnologias.

“O Smart City Expo Curitiba 2019 trouxe novas perspectivas e expôs desejos e desafios para as cidades que pretendem modernizar-se. É reconfortante saber que as cidades estão evoluindo e sendo mais focadas no cidadão. Foi um evento revitalizante que mostrou a todos os presentes um belo e promissor futuro para as cidades. Um futuro que está cada vez mais próximo, visível e palpável”.


 

avatarAutor:
Ricardo Antunes Barbosa
Mestre em Tecnologia é membro da equipe do Projeto SmartCampus Unicamp. Tem experiência na área de análise e desenvolvimento de sistemas para a web e modelagem de banco de dados relacionais com ênfase em sistemas acadêmicos e administrativos. Suas áreas de interesse são: tópicos em engenharia de softwares, metodologia ágeis, banco de dados, mineração de dados e texto, inteligência artificial, IoT e Robótica.”

Que tal um cafezinho para conferir a nova versão da Plataforma Konker?
Gerencie o acesso de dados para diferentes níveis de usuários com a nova Plataforma Konker, agregando mais versatilidade, robustez e segurança em suas soluções IoT.

O que tem de novo?

API

  • Gerenciamento de usuários por Aplicação (Application) e/ou local (Location)
    Você pode associar um usuário à uma aplicação ou location específicas e, desta forma ele só poderá acessar dados e receber notificações destinados à ele.
  • Paginação de listas de devices, application e device models
  • Criação de private storage por application
    Você tem disponível um repositório de dados independente, para salvar e consumir dados sobre sua aplicação, criando coleções de informações que façam sentido em seu modelo de negócio.
  • Melhoria na ingestão de dados via Gateway

E mais:

  • Otimização na exibição dos dados de dispositivos via console

Veja as mudanças de nossa API em api.demo.konkerlabs.net
Acesse o console em demo.konkerlabs.net
Qualquer problema ou dúvida, entre em contato com a gente!

A Internet das Coisas já é parte de uma infinidade de empresas pelo mundo. O interesse da indústria nessa área vem crescendo ao longo dos anos e soluções que estavam em fase de desenvolvimento já estão sendo implementadas e trazendo resultados.
Isso porque eles se tornam ferramentas para aumentar a facilidade de processos para empresas e usuários e para que os negócios evoluam, gerando novas oportunidades de inovação e crescimento. Confira as principais tendências para a IoT neste ano, apontadas pelo Gartner, que devem ser consideradas para que melhores resultados sejam alcançados.

 

Ética em IoT
A medida que IoT amadurece e se torna amplamente adotada, ter conhecimento sobre as questões sociais, legais e éticas é fundamental para o crescimento saudável da empresa. Esses pontos incluem a propriedade dos dados e as deduções feitas a partir deles, incluindo tendência algorítmica, privacidade e conformidade com novas leis como o Regulamento Geral de Proteção de Dados (General Data Protection Regulation, GDPR – em inglês).

Espaços inteligentes
Um espaço inteligente é um ambiente físico ou digital no qual os seres humanos e os sistemas habilitados pela tecnologia interagem em ecossistemas cada vez mais abertos, conectados, coordenados e inteligentes. À medida que a tecnologia se torna uma parte mais integrada da vida diária, os espaços inteligentes serão mais presentes na rotina das pessoas, reforçadas por tecnologia orientada por IA, edge computing, blockchain e gêmeos digitais.
Essencialmente, os espaços inteligentes estão se desenvolvendo à medida que as tecnologias individuais emergem dos silos para trabalhar em conjunto para criar um ambiente colaborativo e de interação. Já é possível ver implementações de cidades inteligentes, que são o maior exemplo da aplicação disso – inclusive por aqui temos exemplos.

Market de dados
As pesquisas do Gartner sobre projetos de IoT mostra que 35% dos entrevistados estavam vendendo ou planejando vender dados coletados por seus produtos e serviços no ano passado. Dessa forma, as informações podem ser um ativo importante na receita das empresas. Até 2023, a compra e venda de dados de IoT se tornarão parte essencial de muitos sistemas inteligentes e conectados e as empresas já devem começar a pensar em estratégias para definir suas políticas de TI em relação a isso.

Novas tecnologias de rede sem fio específicas para IoT
Atualmente nenhuma tecnologia de rede otimiza os requisitos de rede para IOT, que incluem custo de ponto final, consumo de energia, largura de banda, latência, densidade de conexão, custo operacional, qualidade de serviço e faixa de frequência da conexão. Mas já estão surgindo novas opções, de diversas operadoras que estão se adequando para oferecer esse tipo de serviço a quem necessitar.

Inteligência artificial para dar valor aos dados
Já é visível que a Internet das coisas consegue gerar uma quantidade de dados enorme e a inteligência artificial vem junto com ela para  que esses dados sejam compreendidos de forma eficiente e tragam real valor para o negócio.

Edge computing para superar os limites da nuvem
As soluções em nuvem trazem muitos benefícios, mas ela ainda enfrenta muitas barreiras:  a conectividade rápida e constante, principalmente em áreas remotas, é um grande desafio; a latência entre envio de dados, processamento e resposta nem sempre é compatível com certos aplicativos; existem ainda legislações que protegem o envio de certos dados, o que dificulta o processamento em nuvem; e os custos de armazenamento são altos mesmo para dados que não são necessariamente indispensáveis.
As soluções  levam parte do armazenamento e processamento para dentro dos dispositivos, que são chamadas de edge computing,  são cada vez mais comuns e tendem a ser ampliadas, contemplando uma grande variedade de dispositivos e serviços conectados. Dessa forma os sistemas IoT serão mais flexíveis, inteligentes e escalável.

Gêmeos digitais
A criação de um gêmeo digital é feita quando os dados coletados pelos sensores podem fornecer uma representação virtual realista de produtos e sistemas e será cada vez mais aplicada a processos produtivos inteiros. Dessa forma, é possível não só monitorar plantas inteiras, mas também prever o que acontecerá quando um novo modelo está em produção ou algumas variáveis ​​mudam. Isso resultará em maior eficiência, menor tempo de lançamento no mercado e menos falhas e problemas de não conformidade.

 

Fontes:
https://www.gartner.com/smarterwithgartner/gartner-top-10-strategic-technology-trends-for-2019/
https://www.networkworld.com/article/3322517/internet-of-things/a-critical-look-at-gartners-top-10-iot-trends.html
https://www.iotforall.com/6-key-iot-trends-and-predictions-for-2019/
https://canaltech.com.br/internet-das-coisas/10-principais-tendencias-em-internet-das-coisas-ate-2023-127287/
http://www.ituniverse.com.br/noticias/10-tendencias-tecnologicas-estrategicas-para-2019/

A Konker foi premiada, na tarde desta sexta-feira, dia 29 de novembro, com o Prêmio Ábaco de computação, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). O prêmio é concedido às empresas que, ao longo do último ano, melhor se sobressaem em atividades relacionadas a computação.

No ano de 2018 a Konker, em parceria com a Unicamp,desenvolveu diversos projetos referente ao Smart Campus da instituição. Para o CEO da Konker, Alexandre Junqueira, receber este prêmio é uma grande satisfação para a Konker “Essa parceria que iniciou no último ano já tem mostrado resultados, pois com o uso da Plataforma Konker o desenvolvimento dos projetos foi acelerado e eles já estão sendo aplicados e mostrando resultados dentro da instituição”.

Um dos projetos desenvolvidos dentro do Smart Campus é o Smart Parking, que tem como objetivo verificar a quantidade de vagas disponíveis nos estacionamentos da Unicamp por meio de reconhecimento de imagem e informar aos visitantes. A iniciativa já está operando no estacionamento do Instituto de Computação e está na fase de treinamento das imagens coletadas do estacionamento para identificação de vagas livres e, no início do próximo ano, um display será colocado no estacionamento para a visualização dos usuários.

A nova versão da Plataforma Konker foi lançada e com ela, várias implementações e melhorias de desempenho para tornar sua solução IoT mais produtiva, escalável e eficiente.

Conheça os novos recursos:

  • Atualização de firmware com OTA nativo
    Agora você pode atualizar o firmware dos seus dispositivos utilizando a tecnologia Over-The-Air. Isso torna extremamente prático a atualização remota de equipamentos em campo, eliminando a necessidade de desmontar seu equipamento e ligá-lo ao seu computador para atualizar.
  • Upload e tratamento de dados multimídia
    Agora você pode, por meio de uma conexão REST, salvar na Plataforma Konker imagens e sons coletados por seus dispositivos.
  • Novas features de depuração no desenvolvimento
    Agora é possível verificar se um dispositivo está enviando dados por meio do canal _echo, verificar o nível de bateria e registrar o último ip usado por um dispositivo. Usando esses canais padrão você também já conta com o suporte nativo da plataforma para serviços de watchdog e health-check dos devices, sem ter que escrever nenhuma linha de código extra.
  • Integrações mais rápidas e flexíveis
    Melhorias de desempenho de rotas e transformações para deixar sua aplicação ainda mais escalável.
  • Melhoria de performance do console
    O console de desenvolvimento e gestão foi aperfeiçoado para que você possa navegar entre seus devices ainda mais rapidamente.
  • Revisão e novas funcionalidades na API
    A nossa API ganhou uma série de funcionalidades novas que você já pode usar para acelerar ainda mais o seu desenvolvimento.
  • Criação de API Tokens também via console
    Para criar uma aplicação de integração, você agora conta também com a possibilidade de criar e gestionar seus application tokens (API Tokens) diretamente do console.

Clique aqui e acesse a Plataforma Konker para conferir as novidades!

Na semana passada estivemos no IOT World, em Santa Clara, EUA. O evento é de grande porte e reuniu mais de 450 palestrantes e mais de 300 expositores dos mais diversos segmentos, entre eles industrial IoT, smart cities, smart home, energy & utilities, smart construction & smart buildings, connected & autonomous vehicles e data infrastructure, além de blockchain e IA.

Dentre os destaques do evento, a palestra “How to Start in Agriculture IoT” com Francesco Radicati, apresentou inúmeras oportunidades na produção de alimentos. Há uma previsão de que até 2050, a população mundial será de 9.8 bilhões de habitantes e a produção de alimentos precisará crescer 50% para suprir a necessidade de todas estas pessoas, mas o desperdício de alimentos atualmente representa 1/3 da produção global. Outro dado alarmante é o crescimento do consumo de água, sendo a agricultura é responsável por 70% do uso de água potável no mundo.

O painel “IoT Reality Check” com Maciej Kranz, VP Strategic Innovation da Cisco, apresentou cases de empresas como Harley-Davidson e Nimble Ice Cream, que obtiveram ganhos relevantes utilizando IoT em connected operations e remote operations.

Outro ponto importantíssimo foi o anúncio de investimento em IoT de grandes empresas do mercado, mostrando que a relevância de projetos para internet das coisas cresce cada vez mais. A Microsoft, por exemplo, tem a previsão de investir US$ 5 bilhões em IoT.

Lou Lutostanski, vice-presidente da Avnet, falou dos desafios existentes na criação de soluções IoT,  pois muitos projetos ainda ficam presos no “pilot purgatory” e há uma necessidade crítica de educação tanto das empresas quanto dos fornecedores para enfrentar esses desafios, como entender melhor o valor para o negócios das soluções e o potencial de tudo isso para rentabilizar e criar novos produtos.

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“Os desafios ainda são muito grandes, mas IoT está amadurecendo e já é possível ter bons resultados” é a lição aprendida na trilha de Internet das Coisas da QCon Brasil, que foi organizada pelo CTO da Konker Wellington Mariusso. O evento, que aconteceu em SP dos dia 09 a 11 de maio, reuniu os principais profissionais de TI do país e homenageou em suas tracks mulheres importante da história da computação.

A trilha de IoT, na sala Hedy Lamarr, abriu com o Jorge Maia, da CrazyTechLabs contando um pouco sobre sua experiência de aplicação de IoT no varejo.  Ele mostrou que nem sempre o que vemos em feiras e eventos funcionam como planejado quando a solução vai pra campo. Em um exemplo de reconhecimento de imagem em uma loja, existem desafios como consumo de bateria, queima de componentes, a desconfiança das pessoas sobre os dados delas sendo coletados e armazenados. Além disso, analisar imagens não é um processo simples: ele depende de questões como iluminação e ângulo da imagem, dificultando muitas vezes o reconhecimento de padrões pelo sistema. A boa notícia é que apesar das dificuldades em campo, isso resulta em um grande aprendizado que viabiliza produtos que realmente funcionam.

O Leonardo Lima, da V2COM trouxe sua experiência com a Eclipse Foundation na indústria e mostrou as dificuldades de se construir uma solução IoT, já que ela depende de muitos fatores. Sendo assim, muitos projetos falham porque as equipes tentam fazer tudo do zero e tomar decisões sem o devido embasamento. Desta forma, fazer parte de uma comunidade faz todo o sentido do mundo – tanto pensando em reuso de componentes já existentes quanto direcionamento. A equipe deve ser focada em atender as necessidades de negócio, pensar na escalabilidade de dispositivos e dados, estar preparada para a grande variedade de hardware e protocolos de dados que surgem e as falhas que podem acontecer no meio do caminho. Por isso soluções open source são tão importantes, uma vez que a experiência dos projetos, mesmo em áreas diferentes, vai ajudar a trilhar o seu caminho.

A tarde começou com o Marcelo Junqueira, da CI&T falando sobre a utilização do IoT Hub no Digital Workplace. Hoje, um dos maiores desafios dos facilities de grandes empresas é otimizar e reduzir o desperdício no ambiente corporativo e ele apresentou uma solução de reserva de salas de reunião. Tanto o hardware quanto a aplicação foram desenvolvidos por eles no contexto do projeto e o IoT Hub foi usado como a camada de comunicação entre essas frentes.

O Hébert de Oliveira trouxe sua experiência da empresa alemã tadoº GmbH , que atua na área de aquecimento residencial. Com muito tempo de desenvolvimento, ele mostrou como se preocupar com o ambiente em que o produto é aplicado é de suma importância, bem como a forma em que o usuário irá interagir com ele, fisicamente. Pensar no design é essencial para evitar problemas e erros que causem insatisfação das pessoas. É importante também pensar que, quando se produz um produto em larga escala, é necessário que se tenha controle do processo e produção, para que mudanças necessárias sejam feitas e que fazer testes dos mais variados tipos no sistema é fundamental para evitar uma catástrofe na casa do usuário.

O Wellington Messias, da BottomUp Telemetry, trouxe a experiência de construir uma solução 100% brasileira para compras recorrente, na criação do Superbotão da Supergasbras. O desafio era grande, pois ele precisava ser de fácil uso e trazer benefícios para revenda, cliente e distribuidora, além de ter um altíssimo rendimento e baixo custo. O produto levou alguns anos para ser construído e um dos principais desafios enfrentado por eles foi em relação a propagação da rede na casa das pessoas, que geralmente é ruim na cozinha e é onde fica o hardware da solução. A escolha pelo wi-fi, apesar de limitantes como troca de senha e alcance de antena, tem um custo menor de produção, transmissão e energia, além de ser mais confiável e ter fácil configuração.

Pra encerrar a trilha, o Pedro Bittencourt, da GreenAnt, trouxe os desafios de se criar uma solução para medir o consumo de energia elétrica, uma vez que a construção desse tipo de dispositivo possui várias regulamentações e dificuldades. Conexão da antena para comunicação com a rede de comunicação de dados, alto preço de componentes e importação foram alguns dos desafios no desenvolvimento do hardware, que levou vários anos para chegar ao que é hoje. Além disso, um outro desafio foi lidar com a enorme quantidade de dados que eram coletados, a cada 1s. Para isso, eles optaram por utilizar soluções já existentes no mercado para compor o ecossistema do produto, que já são reconhecidas e economizam tempo de desenvolvimento e riscos no controle de todos os dados que chegam na nuvem e são processados pelo sistema.

No segundo dia do evento se discutiu a combinação do mundo físico e digital e como isso tem impacto na nossa vida. O keynote da Rebecca Parsons, da ThoughtWorks,  trouxe a reflexão de como as interações estão cada vez mais imersivas, trazendo para o tempo real a simulação de problemas complexos por meio do digital. Não há limites definidos para isso, então precisamos entender as implicações das métricas que usamos e as consequências de nossas decisões, pensando nas questões éticas e os propósitos disso. Aliás, ética em machine learning foi um tema discutido pela Katharine Jarmul em sua talk, falando sobre como os datasets não são inclusivos e como isso ajuda a propagar resultados que causam injustiças e desigualdade sociais. Desta forma, é fundamental que a comunidade contribua com criar melhores datasets e que evite usar os não inclusivos para melhorar este cenário.

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Na semana do IoT, aconteceu também via webinar a 2ª edição do IoT Summit Brasil. O evento, que reuniu as maiores empresas de telecom do país, destacou pontos importantes do desenvolvimento de internet das coisas. Nós acompanhamos todo o evento e podemos ressaltar algumas discussões importantes.

IoT está amadurecendo

A internet das coisas está amadurecendo, mas ainda é um desafio para as empresas. Porém o investimento em IoT, apesar de ainda ser alto, vem crescendo cada vez mais ao longo dos anos. Diferentes player já estão no mercado, se atentando a infraestrutura e outras capacidades para atender demandas de conectividade e serviços.

Integração

Essa foi a palavra-chave do evento. A necessidade de integração entre diversas tecnologias em uma solução IoT faz com esse ponto seja muito importante, mas com tantas tecnologias envolvidas, nem sempre é uma tarefa fácil. Quanto mais integrado for o sistema, maior o valor gerado pela solução.

As plataformas são ótimas ferramentas de integração, por isso é importante que a escolha seja feita com cuidado e que se verifique as possibilidades de uso de api e conexões possíveis nela. Se você está começando uma solução IoT, escolher uma plataforma já existente ajuda a acelerar o seu processo de desenvolvimento e integração.

Porém a falta de padronização de dados, apis e conectividade ainda um desafio e aumenta a complexidade de uma solução.

Fomento do ecossistema

Com a complexidade da criação soluções IOT e a necessidade de integração, é fundamental para todos criarem uma forte de rede de parceiros. O valor não está só na conectividade ou nos dados, mas em todo o processo e atuar como um agente que una todas as frentes é um diferencial. Além disso, criar parcerias para atingir expertise por verticais pode ser uma boa alternativa para ter um diferencial no mercado.