Durante os dias 24 e 25 de outubro aconteceu o Inova Campinas, o maior evento de empreendedorismo e inovação do interior de São Paulo, promovido pela Fundação Fórum Campinas.

Entre as mais diversas atividades que aconteceram durante os dois dias, a Konker participou do IoT Experience 4. No painel “ Infraestrutura e aplicações” a Konker esteve junto com a Claro e a Matera debatendo sobre a evolução do IoT como ferramenta, desde a construção de infraestrutura, criação de aplicações e a transformação digital das empresas e a importância do ecossistema neste contexto. As empresas trouxeram exemplos de algumas soluções nos mais diversos segmentos que foram desenvolvidas junto a parceiros e que já estão dando resultados e trazendo valor para os clientes. Além disso, destacou-se que IoT precisa de pessoas arrojadas e que apostem nos projetos para decolar, pois a tecnologia já está a disposição.

Os outros painéis do evento ainda trouxeram os desafios de desenvolvimento e certificação de hardware no Brasil, que tem um processo de certificação é lento e específico para cada tipo de dispositivo , sendo a execução de testes pré-regulatórios uma boa chance de viabilizar a certificação. As grandes demandas de IOT também foram apresentadas, principalmente no campo, em que há uma grande necessidade global de melhora na produtividade. Foi discutido também sobre as dificuldades que a internet das coisas enfrenta no Brasil em termos de legislação, que ainda é falha em termos regulatórios pois ela não consegue acompanhar as rápidas mudanças que a transformação digital traz a vida das pessoas.

Durante o debate os palestrantes destacaram a importância do ecossistema como pioneiro no desenvolvimento de soluções, em que as parcerias são fundamentais para que as soluções IOT sejam escaláveis e tragam real valor às necessidades das pessoas, mas que isso só será possível com um planejamento bem estruturado de desenvolvimento.

Durante o Inova Campinas também foi lançado o projeto IoT Academy, uma iniciativa que visa estreitar os laços entre empresas com demandas, fornecedores de tecnologia e Universidade, com o objetivo de acelerar o projeto e a validação de soluções de IoT para as empresas. Além da Konker, fazem parte do projeto a PUC Campinas, Fibo, Sierra Wireless, Matera, Claro, entre outras. 

A Macchiato, nova versão da Plataforma Konker, também foi lançada durante o evento. Entre as atualizações, estão a possibilidade de atualização de firmware com OTA nativo, suporte a carregamento de dados multimídia, novas ferramentas para facilitar a depuração durante o desenvolvimento de aplicações e integrações mais rápidas e flexíveis. A Plataforma é utilizada em diversas soluções apresentadas no evento, como o Smart Campus da Unicamp e a solução Fibo Pharma.

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Você está desenvolvendo um projeto IoT e encontrou duas ferramentas incríveis que ajudarão no desenvolvimento da sua solução – e assim não precisará reinventar a roda. Uma é de código aberto e a outra de código fechado. Qual será a melhor escolha?

Vamos supor que a ferramenta de código aberto está sob uma licença comercialmente amigável como MIT ou Apache2. Isto é, você pode usar e alterar o código livremente sem preocupações legais.

Depois de duas semanas analisando profundamente as duas alternativas, você descobre que elas são realmente fáceis de se usar. Então pode refletir sobre os seguintes pontos:

   –    As duas soluções são quase perfeitas, entretanto, nas duas existem algumas funcionalidades que você gostaria de alterar. Na solução de código aberto é bem mais fácil a customização. Na solução de código fechado você pode entrar em contato com o responsável pelo código e aguardar o desenvolvimento.

   –    E se os desenvolvedores deixarem de prestar suporte? Na alternativa de código aberto, sem grandes problemas. Você tem independência. Tem acesso ao código, então pode fazer alterações e continuar usando a ferramenta, ou seja, longa vida para sua solução. Na opção de código fechado, você fica sem muitas alternativas.

Agora, mesmo que você opte por usar a solução como serviço (SaaS), ter o código aberto irá te dar mais segurança e confiança, já que o código pode ser avaliado e auditado. Não só por sua equipe técnica, mas por milhares de pessoas que acompanham os commit (alterações nos códigos) que estão sendo feitas. Essa dupla checagem no código é uma metodologia que aumenta a qualidade do código entregue. Já em uma ferramenta de código fechado, você precisa confiar muito e quase que exclusivamente no seu fornecedor. Recentemente o ransomware WannaCry, que infectou centenas de milhares de computadores ao redor do mundo, explorava uma falha de segurança de um trecho de código no qual poucas pessoas tinham acesso. E quando a falha foi descoberta, ela não foi reportada para correção. [1]

No contexto de IoT, onde milhares de soluções serão criadas nos próximos anos com diferentes tipos de dispositivos conversando entre si, acreditamos que padrões de mercado são importantes. Quanto mais padronizada a comunicação entre todas as pontas, mais saudável será o ecossistema. Nesse sentido, o código aberto acelera essa padronização, já que toda a comunidade pode olhar os métodos de conexão da solução desenvolvida, enquanto soluções de código proprietários tornam mais difíceis a compreensão dos detalhes de conexão da ferramenta e a análise de problemas de conectividade.

Por fim, não olhe para o código aberto apenas como uma solução de menor custo para você. Confiança, liberdade e qualidade também são aspectos muito importantes para você levar em consideração na sua escolha final de sua ferramenta.

Autor: Carlos Kobayashi

[1] https://blogs.microsoft.com/on-the-issues/2017/05/14/need-urgent-collective-action-keep-people-safe-online-lessons-last-weeks-cyberattack/