No mês de outubro foi apresentado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) e o BNDES, as diretrizes do Plano Nacional de Internet das Coisas, que será concluído até o fim deste ano. Ele detalha as políticas, o plano de ação e as estratégias de implantação das tecnologias que vão conectar dispositivos e equipamentos.

O estudo, que foi produzido por um consórcio formado pela consultoria McKinsey Global Institute, o escritório Pereira Neto Macedo Advogados e o CPqD, reúne mais de 70 iniciativas para direcionar as políticas públicas e ações para Internet das Coisas entre 2018 e 2022 no Brasil.

Neste estudo, foram definidas as áreas que terão o maior foco de investimentos públicos nos próximos anos. São elas:

Agronegócio: Na área rural, destaque para as que aumentam a produtividade e a qualidade da produção rural brasileira com o uso de dados, que, por exemplo, ajudam a monitorar com precisão os ativos biológicos.

Cidades Inteligentes: adoção de soluções de Internet das Coisas em setores como transporte, segurança, aperfeiçoamento dos serviços públicos e gestão dos recursos naturais pode contribuir significativamente para promover a melhora da qualidade de vida da população.

Saúde: Iniciativas que reduzem filas de atendimento, custos de operação e infecção hospitalar, entre outros indicadores.

Indústria: Na área de indústria, a implementação de IoT nas pequenas e médias empresas permite aumentar a produtividade da manufatura local por meio de processos fabris mais eficientes e flexíveis, de integração das cadeias produtivas, e do desenho de produtos e modelos de negócios de maior valor agregado.

Entre as iniciativas, está a mobilização para aprovação, até maio do ano que vem, de projetos de lei necessários para induzir o desenvolvimento dessa tecnologia no Brasil. E ainda este ano, de reserva de parte do orçamento federal para políticas públicas.

Entre os PLs está a definição de um marco para a privacidade, segurança, proteção e uso de dados pessoais, além do novo modelo de telecomunicações. No que tange o financiamento público, além dos empréstimos do BNDES, há previsão de uso de dinheiro próprio do MCTIC, do Ministério da Saúde, além de estados e municípios.

As cidades inteligentes já estão se tornando uma realidade em nosso cotidiano. E a Internet das Coisas é a grande responsável por esta revolução. Hoje falaremos mais sobre as soluções conectadas que já estão mudando as nossas vidas. Se ainda não leu a primeira parte, clique aqui!

Iluminação inteligente
Devido a sua crescente demanda, a eletricidade é um recurso cada vez mais caro. Todo tipo de desperdício, ainda mais no contexto das grandes cidades, gera enormes gastos. Como o clima é dinâmico, especialmente em cidades com grande amplitude térmica, a iluminação artificial pode ser exigida mais cedo ou mais tarde.

Por meio de sensores, hoje a tecnologia é capaz de não apenas adaptar a iluminação de uma cidade por seu grau de luminosidade natural, como também prever demandas mais altas ou mais baixas de acordo com a previsão do tempo. Essa já é uma realidade que está presente não apenas em cidades, como também em empresas e residências.

Melhor qualidade do ar
As emissões de CO2 são assuntos recorrentes na agenda de qualquer cidade do mundo. Como uma ferramenta baseada essencialmente em eficiência e economia de recursos, a Internet das Coisas pode ajudar não apenas a identificar, como a reduzir estes índices.

Estudos apontam que apenas na Indústria, a Internet das Coisas promoverá a redução da queima de combustíveis e o melhor aproveitamento de recursos energéticos. Aliás, toda a cadeia de consumo pode ser otimizada. Com mais eficiência no processo de transporte de mercadorias e na produção com a agricultura de precisão, não há apenas redução de emissão de CO2, como também o aumento da lucratividade das empresas.

Vazamentos de água
Assim como a energia elétrica, a água potável é essencial a qualquer sociedade, ainda mais em grandes centros urbanos. Gestores públicos sabem como este recurso natural, cada vez mais escasso, custa caro para ser captado ou produzido. Acontece que a água própria ao uso muitas vezes é desperdiçada antes mesmo de chegar ao seu destino final.

Infraestruturas antigas dão margem a vazamentos. Contudo, a tecnologia envolvida na Internet das Coisas é capaz de alertar os eventuais defeitos antes que ocorram e também demonstrar onde é preciso realizar reparos. Sensores podem captar dados e analisar, por exemplo, presença anormal de líquidos fora de tanques e variações de pressão da água ao longo de encanamentos.

Isso é apenas o começo de uma “revolução inteligente”. Por meio de soluções conectadas, a Internet das Coisas ajudará as cidades e as empresas a se tornarem prontas para este novo mundo.

Passada a primeira onda de inovação, a tecnologia da Internet das Coisas hoje está mais madura. E a maior virtude da recente fase de desenvolvimento de soluções conectadas tem sido a real e factível capacidade de execução destas ideias.

Nunca o mundo do futuro esteve tão próximo de se tornar realidade. As provas disso já podem ser vistas hoje, com o surgimento das Cidades inteligentes. Confira neste post as melhores soluções em Internet das Coisas que já estão nas ruas.

Estacionamentos inteligentes
Além dos sensores de presença, que são capazes de apontar aos motoristas os espaços vagos de um estacionamento através de indicadores luminosos, a tecnologia de Internet das Coisas proporciona hoje uma análise precisa das regiões de maior movimento e das áreas de menor demanda.

Em posse destes dados, passíveis de análise por meio de dashboards, é possível produzir soluções e gerar maior eficiência no uso das áreas dedicadas aos veículos, reduzindo a ociosidade de espaços regularmente vazios e os reaproveitando para outros fins.

Mobilidade urbana
Quando se fala em planejamento de infraestrutura, um dos grandes desafios das cidades em desenvolvimento tem sido o de descentralizar os fluxos. O antigo modelo de separar as cidades em áreas residenciais, industriais e comerciais acabou por sufocar regiões, comprometendo a mobilidade urbana nos grandes centros.

A Internet das Coisas oferece a possibilidade de monitorar os fluxos, tanto de veículos quanto de pedestres, com alto grau de precisão. Para análises que exigem o histórico e os padrões de comportamento dos movimentos na cidade, é ideal estar munido de todas as informações antes da implementação de políticas públicas.

Estradas inteligentes
Bons aplicativos de GPS hoje são capazes de prover informações aos motoristas quase em tempo real. O mesmo já está sendo feito em estradas de via rápida. Com o uso de recursos vinculados a soluções em Internet das Coisas, estas rodovias têm transmitido avisos sobre condições climáticas e alertas de acidentes e congestionamentos de forma mais rápida. Isso é capaz de evitar acidentes e salvar vidas.

Achou o tema interessante? Leia mais aqui sobre as melhores soluções para as Cidades Inteligentes. A Konker produz soluções conectadas em Internet das Coisas para os segmentos de Indústria, Varejo, Agricultura e Logística.